Recentemente li num jornal da região do grande abc um artigo de um deputado problematizando os temas do Trabalho infantil e das políticas de emprego do país. Chamou minha atenção a maneira direta do deputado em reconhecer a falácia de políticas públicas de emprego para jovens e a ineficácia do Estatuto enquanto importante ferramenta que assegura os direitos infanto-juvenis.

O artigo se intitula – No meu tempo era assim – e, nota-se que o distinto deputado não demonstrou nenhum repudio pelo fato de que muitas crianças nas décadas passadas começaram a trabalhar com 12, 13 anos de idade(é fato que muitas iniciaram sua vida de trabalho com menos de 10 anos de idade). Certamente para erradicação do trabalho infantil esse é um dos nossos maiores problemas, pois como dizia o prof. Antonio Carlos Gomes da Costa: no Brasil trabalho infantil não é visto como problema ele é tratado como solução. 

Desde 1990 temos uma legislação que afirma Lugar de Criança é na escola: aprendendo a aprender, a conviver, a fazer e a ser, portanto  escola é trabalho.  Com o Estatuto surge a política pública do PETI(programa de erradicação do trabalho infantil) que tem por finalidade realizar a proteção especial para crianças e adolescentes em situação de pobreza e necessidade de trabalhar. Sabe-se que numa sociedade de consumo, o valor do benefício para suprir todas as necessidades que o mercado aponta é irrisório. Em pesquisas de trabalho de conclusão de curso de Pedagogia da UMESP sobre trabalho infantil e inclusão social na escola foi possível afirmar que muitas crianças trabalham na Economia Informal – nos faróis, feiras livres, terminais de ônibus e trens, lava-rápidos, etc – para complementarem a renda familiar. Elas buscam realizar o direito de saciar sua fome das diversas guloseimas disponíveis no mercado, são bolachas recheadas, doces, chocolates, iogurtes e tantos outros itens que não compõem a cesta básica e que, no entanto, povoam o imaginário da infância pobre de nossa cidade.

Sem discutir o teor calórico e/ou nutricional destes alimentos, vale a pena nos debruçarmos sobre a qualidade da merenda escolar: o que as crianças e adolescentes tem dito sobre os pratos oferecidos pela merenda da escola?

No passado os filhos da pobreza tinham um destino certo: começar a trabalhar desde a tenra idade e na vida adulta ocupar as funções não qualificadas do mundo do trabalho. Ainda naquele contexto, criança não tinha vez, nem voz: pouco era perguntada sobre seus gostos, seu paladar.

Hoje vivemos outro contexto: melhorar a política do P.E.T.I., perseguir a meta da Conferência de Educação para todos com uma forte política de inclusão social destas crianças e adolescentes na escola  pública e se apropriar do conteúdo do Estatuto(ECA) é um desejo para que o futuro não reproduza o passado. Escola pública de qualidade com uma merenda apropriada a infância e superação do trabalho infantil é um bom começo para que nossas crianças de camadas populares experimentem o gosto doce da vida, sintam-se respeitadas como gente.

 

Cristiane Gandolfi, professora dos cursos de Pedagogia e Ciências Sociais da Universidade Metodista de São Paulo.   

SAMU INFORMA: UTILIDADE PÚBLICA IMPORTANTE 

As ambulâncias e emergências médicas perceberam que muitas vezes nos acidentes da estrada os feridos têm um celular consigo. No entanto, na hora de intervir com estes doentes, não sabem qual a pessoa a contatar na longa lista de telefones existentes no celular do acidentado.

Para tal, o SAMU lança a idéia de que todas as pessoas acrescentem na sua longa lista de contatos o NUMERO DA PESSOA a contatar em caso de emergência. Tal deverá ser feito da seguinte forma: ‘AA Emergencia’ (as letras AA são para que apareça sempre este contato em primeiro lugar na lista de contatos).

É simples, não custa nada e pode ajudar muito ao SAMU ou quem nos acuda. Se lhe parecer correta a proposta que lhe fazemos, passe esta mensagem a todos os seus amigos, familiares e conhecidos.

É tão-somente mais um dado que registramos no nosso celular e que pode ser a nossa salvação. Por favor, não destrua esta mensagem! Reenvie-o a quem possa dar-lhe uma boa utilidade. 

JOSIANE TROCATTI
Coordenadora Administrativa
SAMU – Serviço de Atendimento Móvel de Urgência

Quem trabalha, pesquisa, procura, estuda, qualquer coisa que se fala sobre Educação precisa assistir a esse vídeo.

Além de excelente o conteúdo é inspirador e motivador.

Por Cristiane Gandolfi, professora da Universidade Metodista de São Paulo.

As contribuições do Projeto Força Tarefa para o enfrentamento à violência escolar no município de São Bernardo do Campo

Em 2011 o Estatuto da Criança e do Adolescente completa a maioridade. Desde o ano de 2007 o município de São Bernardo tem vivenciado um Projeto conhecido como Força Tarefa, liderado pela Promotora de Justiça Dra. Vera Acayaba de Toledo. Diante do aumento de casos de violência escolar lavrados nos Boletins de Ocorrência nas delegacias da cidade, a Promotora buscou todos os serviços públicos de atendimento à infância e adolescência e uma força tarefa de cunho democrático se fez. Diretoria de Ensino da Rede Estadual do Estado de São Paulo, Secretaria Municipal de Educação, Secretaria de Desenvolvimento Social, Secretaria de Saúde, Conselho Tutelar, Fundação Criança, Secretaria de Segurança Urbana do município e Polícia Militar somaram esforços para desenhar um fluxo de atendimento cujo objetivo é tratar a violência escolar de modo integrado, visando a prevenção e não apenas a coerção(como de costume).
Nos últimos vinte e cinco anos a política pública que mais se enraizou em nosso país foi a do Direito à Educação. A instituição escola deixou de ser um privilégio, estar matriculado numa escola faz parte da cotidianeidade da cidadania brasileira. A questão é: a escola não é redentora, ela não tem o poder de sozinha mudar os hábitos, costumes, modos de ser, de agir, de ver a vida dos diversos grupos sociais que se encontram no seu interior.
Segundo o Censo de 2010, as Redes Públicas de Ensino somam 42,9 milhões de matrículas e os sistemas de ensino administram 1.882.961 educadores, diante dessa magnitude a sociedade brasileira precisa querer e acreditar na educação como mola propulsora do desenvolvimento humano. Sozinha a escola não tem forças para mudar realidades muitas vezes tão dramáticas, como a vista no mês de abril em Realengo. Sem conhecimento, cientificidade, socialização que visa a formação de indivíduos conscientes, orientados para vivenciar o respeito mútuo, não adianta garantir a máquina pública que não transforma indivíduos em cidadãos. Portanto, garantir a diversidade na escola e realizar um trabalho educativo que se exemplifique com a presença do mundo adulto justo, com autoridade, afeto, exemplo e responsabilidade se põem como um novo marco no momento em que se comemora a maioridade do Estatuto.
O Projeto Força Tarefa conhecido como Programa por uma cultura de paz no ambiente escolar está se enraizando na cidade: 15 mil livros foram distribuídos para os professores das redes públicas(estadual e municipal) a fim de que esse material possa subsidiá-los teoricamente e as Redes de Ensino tem realizado seu trabalho de educação continuada. Oxalá que os professores se empoderem deste material e acreditem que as respostas são construídas localmente e coletivamente. O caminho é árduo, difícil, mas sempre é possível buscar saídas quando estamos de mãos dadas.

Escolas que encontramos ao redor do mundo.

Assista o vídeo 1 primeiro e depois o vídeo 2! Como no mesmo planeta há tanta diferença?

Vídeo 1

Vídeo 2

O Grupo Hubert, administrador de muitos condômínios comerciais, vem realizando uma ação que visa o recolhimento de bitucas de cigarro nas áreas comuns de edifícios. Esta é uma ação em conjunto com o Programa Coletor Ambiental. O objetivo é diminuir a poluição e a quantidade de lixo reciclável que é encaminhada todos os dias aos aterros sanitários.  Há ainda outras campanhas que trabalharão com a coleta seletiva de lixo e de óleo. As bitucas recolhidas serão destinadas à fabricação de mantas de proteção a solos degradados.

Se liga aí>> Conforme  o site Coletor Ambiental, cerca de 40% do lixo encontrado no Mar Mediterrâneio são resíduos de bitucas e suas embalagens.

Fonte: MetrôNews

Aos criativos de plantão.

Podemos criar algo parecido. Ideias boas devem ser repetidas! Creditadas sempre, porém, multiplicadas.

Olha que legal o que o pessoal do Funtheory da VW faz!

Uma história para pensar…

Coreano Choi, de 22 anos, mostra como é viver sozinho, nas ruas e acreditar naquilo que te liberta.

 

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